A respiração bucal pode trazer alterações na arcada dentária e até mesmo no crescimento da face. Quando nascemos respiramos pelo nariz, porém algumas interferências como alergias, adenóide, hipertrofia das amígdalas, rinites, bronquites... podem inverter a situação e a criança passa a usar a boca para respirar, piorando a qualidade do ar até aos pulmões. Por sua vez a língua toma uma posição diferente na tentativa de fazer o papel do nariz (limpar, umidificar e aquecer o ar), porém segundo MARCHESAN (1994) esse posicionamento pode causar prejuízos como:
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língua com ponta baixa e a base alta estimula o crescimento da maxila (osso maxilar) e inibe o da mandíbula. |
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língua totalmente rebaixada estimula o crescimento da mandíbula. |
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língua entre os dentes leva a uma abertura entre as arcadas (mordida aberta anterior).
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Crianças abaixo de 3 anos, com respiração bucal em decorrência de adenóide e/ou hipertrofia de amígdalas, submetidas à cirurgia geralmente restabelecem a respiração nasal, não havendo necessidade de tratamento fonoaudiológico. De 3 a 8 anos podem ou não readquirir a respiração correta, e acima de 8 anos, na grande maioria, permanece a respiração bucal havendo necessidade de tratamento fonoaudiológico. Devo lembrar que a respiração bucal pode estar associada a uma certa flacidez dos músculos da mastigação responsáveis pela elevação da mandíbula. Portanto a terapia consta da aprendizagem do uso do nariz e do fortalecimento da musculatura bucal. Os pais e profissionais como o otorrinolaringologista, o pediatra, o dentista... devem estar atentos à necessidade de tratamento respiratório para promover a respiração correta e um crescimento harmonioso da face. Luiza Augusta Rossi Barbosa |